Rafael OliveiraVIEW PROFILE →
Tão perto, de novo: o Brasil chega à final da Liga das Nações de vôlei feminino, mas o título segue escapando
Longe dos holofotes do futebol, a seleção brasileira de vôlei feminino chegou à final da Liga das Nações 2026, mas foi superada pela Turquia e ainda espera pelo seu primeiro título na competição.
Enquanto o futebol costuma dominar as manchetes esportivas no Brasil, foi o vôlei que entregou nas últimas semanas uma mistura de orgulho e frustração, com a seleção feminina chegando mais uma vez à decisão de um grande torneio internacional.
A Liga das Nações de Vôlei Feminino de 2026 foi disputada entre os dias 3 de junho e 26 de julho, reunindo dezoito seleções, e mais uma vez colocou o Brasil entre as protagonistas, confirmando o país como uma das potências do esporte no mundo.
Tão perto do título

O caminho da seleção brasileira até a decisão passou por uma vitória de peso nas semifinais, quando o time superou a sempre difícil Itália, um resultado que renovou a esperança de finalmente conquistar um título que ainda falta na galeria da equipe.
Na grande final, porém, o Brasil acabou superado pela Turquia por 3 sets a 1, em mais um capítulo de uma campanha que combinou momentos de brilho com a dura constatação de que o adversário esteve ligeiramente mais eficiente nos pontos decisivos.
Com esse resultado, a seleção comandada por José Roberto Guimarães segue em busca do seu primeiro título na Liga das Nações, uma lacuna que contrasta com a longa tradição de conquistas do vôlei brasileiro em outras competições ao longo das décadas.
Um projeto em construção
À frente do time está um dos treinadores mais experientes do vôlei mundial, responsável por conduzir uma delicada transição entre jogadoras veteranas e uma nova geração que precisa ganhar rodagem em jogos de altíssima pressão como uma final continental.
Nesse sentido, chegar à decisão já tem valor, porque mostra que, mesmo em meio à renovação, o Brasil continua entre a elite absoluta do esporte, capaz de bater grandes seleções e de disputar cada torneio com reais chances de título.
O lado masculino
No masculino, a Liga das Nações de 2026 também reuniu dezoito seleções e foi disputada entre 10 de junho e o início de agosto, com o Brasil novamente presente entre as equipes que brigam pelas primeiras posições da competição.
A seleção masculina carrega igualmente uma das histórias mais vitoriosas do vôlei mundial, e cada nova temporada funciona como um termômetro do momento do time e da força das novas gerações que tentam manter o país no topo.
O segundo esporte do país
O desempenho das seleções reforça o lugar especial que o vôlei ocupa no Brasil, frequentemente apontado como o segundo esporte mais importante do país, atrás apenas do futebol, com forte presença na televisão e nas quadras espalhadas pelo território.
A derrota na final dói, mas mantém o Brasil no centro das atenções do vôlei global, e o olhar agora se volta para os próximos desafios do calendário, em que a seleção tentará transformar tantos vice-campeonatos em novas conquistas de peso.






