Rafael OliveiraVIEW PROFILE →
A onda que não para: como o 'Brazilian Storm' transformou o Brasil na potência mundial do surfe em 2026
Enquanto o futebol domina as conversas, é no mar que o Brasil reina absoluto. O 'Brazilian Storm' consolidou o país como a maior força do surfe mundial, e a temporada 2026 confirmou de novo.
No Brasil, quase todas as conversas sobre esporte começam e terminam no futebol. Mas existe um território em que a hegemonia verde-amarela é ainda mais avassaladora: o mar. O chamado 'Brazilian Storm', a tempestade de talentos que tomou de assalto o circuito mundial do surfe, transformou o país na maior potência do esporte no planeta, e a temporada de 2026 só veio reforçar esse domínio.
A hegemonia da elite
Os números da atual temporada impressionam. Ao longo do Championship Tour de 2026, o Brasil dominou a divisão masculina de forma quase absoluta. Antes mesmo da etapa de El Salvador, nada menos que cinco surfistas brasileiros já haviam vestido a cobiçada lycra amarela de líder do ranking, um feito que evidencia a profundidade impressionante da nova geração do surfe nacional.
Os nomes da tempestade
A lista de campeões é de tirar o fôlego. Gabriel Medina é tricampeão mundial, enquanto Ítalo Ferreira soma o título de 2019 e o histórico ouro olímpico em Tóquio. Filipe Toledo conquistou o bicampeonato em 2022 e 2023, e Yago Dora chegou a 2026 como o atual campeão mundial. Juntos, eles formam uma geração dourada que raramente se viu concentrada em um único país.
O revezamento pela liderança

A disputa pelo título de 2026 virou praticamente um assunto de família. Yago Dora começou o ano na ponta como campeão em exercício, mas Gabriel Medina assumiu a liderança durante a perna australiana do circuito. Em seguida, foi a vez de Ítalo Ferreira herdar a lycra amarela após o Pro da Nova Zelândia, num duelo interno que empurra o nível técnico brasileiro para cima.
Saquarema, o caldeirão
Boa parte dessa força nasce em casa. A etapa brasileira do circuito, o VIVO Rio Pro, realizada em Saquarema, no Rio de Janeiro, transformou a cidade em um verdadeiro caldeirão, com arquibancadas lotadas e uma torcida apaixonada. Esse ambiente, somado a uma base de novos talentos que surgem sem parar, alimenta e renova constantemente a tempestade brasileira.
O 'Brazilian Storm' deixou de ser uma surpresa passageira para se tornar uma instituição do esporte mundial. O Brasil não apenas participa da elite do surfe, mas dita o ritmo, redefine padrões técnicos e inspira milhares de jovens a pegar uma prancha. E, a julgar pela safra atual de talentos, essa é uma onda que ainda está longe de quebrar.






